mascaras covid

Máscaras sociais, cirúrgicas e FFP2. Quais as diferenças?

Alguns países europeus tornaram obrigatório o uso máscaras FFP1 ou FFP2 em locais públicos. Mas que tipo de máscara é este? E quais as diferenças entre os vários tipos de máscara?

Máscara social (ou comunitária)

É um dispositivo médico? Não.

Para que serve? A recomendação da DGS aplica-se apenas às máscaras comunitárias ou sociais. São máscaras descartáveis de papel ou feitas manualmente pela população a partir de pedaços de tecido. Uma vez que o novo coronavírus se transmite por partículas expelidas por quem esteja infetado quando tosse, espirra ou enquanto fala, o objetivo destas máscaras mais simples é o de serem uma primeira barreira para evitar que essas partículas acabem no ar e infetem outras pessoas ao nosso redor. São, assim, recomendadas para quando se vai ao hipermercado ou à farmácia, por exemplo.

mascara social

Máscara cirúrgica

É um dispositivo médico? Sim.

Para que serve? Este tipo de máscara protege o portador de partículas contaminadas que estejam suspensas no ar ou que tenham sido expelidas por alguém doente, ao mesmo tempo que previne que o portador proteja essas mesmas partículas para o meio. Não são máscaras ajustáveis ao rosto, mas tapam o nariz, a boca e o queixo. No entanto, estas máscaras não protegem contra a inalação de partículas muito pequenas no ar, pelo que o profissional não está protegido contra partículas finas (aerossóis).

mascara cirurgica

Respirador FFP1

É um dispositivo médico? Não.

Para que serve? É um tipo de máscara que se ajusta bem ao rosto do portador e que reduz a exposição do mesmo às partículas suspensas no ar. É um tipo de máscara que também tem sido usado no atual contexto de pandemia — apesar de não ser aconselhada para profissionais de saúde que estejam a realizar cirurgias ou atos médicos semelhantes –, mas que já era muito comum, por exemplo, na construção civil ou nas pinturas. Estas máscaras protegem o portador de “algumas partículas metálicas, poeiras de reboco e poeiras de betão”, de acordo com o Infarmed. Relativamente às suas características, conta com uma eficiência de filtragem bacteriana igual ou superior a 95%, uma pressão diferencial inferior a 40% e uma limpeza microbiana igual ou inferior a 30%.

mascara ffp1

Respirador FFP2 (ou N95)

É um dispositivo médico? Sim.

Para que serve? É um tipo de máscara mais eficaz do que a FFP1, que confere apenas 8% de fuga para o exterior. Desta forma, protegem o aparelho respiratório do portador contra partículas suspensas no ar e é adequada para “trabalhos com madeira, terraplanagens, pintura à pistola com tinta de base aquosa, bolores e fungos”, segundo a nota do Infarmed. É considerada adequada para gestão clínica pelas autoridades nacionais. De acordo com o regulador do medicamento, as máscaras FFP2 uma eficiência de filtragem bacteriana igual ou superior a 98% (mais do que as FFP1), uma pressão diferencial inferior a 40%, bem como uma limpeza microbiana igual ou inferior a 30%.

mascara n95

Respirador FFP3

É um dispositivo médico? Sim.

Para que serve? É o tipo de máscara facial que maior proteção confere ao portador, por se ajustar muito bem ao rosto e por ser à prova de fluidos. Em Portugal, são consideradas dispositivos médicos, recomendados para serem usados por profissionais de saúde que lidem com pessoas doentes e vulneráveis, protegendo-as e protegendo-se a si mesmos. Segundo o Infarmed, as máscaras respiradoras FFP3 são típicas para “trabalhos com produtos perigosos, como nas indústrias química, farmacêutica e papeleira, serração e filtros”. Ou seja, conferem proteção contra o novo coronavírus. De acordo com a classificação do Infarmed, as máscaras FFP3 possuem uma eficiência de filtragem bacteriana igual ou superior a 98%, uma pressão diferencial inferior a 60% (mais do que as FFP1 e FFP2), uma limpeza microbiana igual ou inferior a 30% e são resistentes a salpicos.

mascara ffp3